Angola e RDC querem reforçar cooperação económica
O Governo de Angola analisou, ontem, segunda-feira, dia 16, a Proposta de Acordo Económico com o Governo da República Democrática do Congo (RDC), para estabelecer um quadro mais amplo de cooperação económica entre os dois Estados, num encontro presidido pelo ministro da Indústria e Comércio angolano, Rui Miguêns, avançou a agência Lusa.
Segundo uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores de Angola, a análise da proposta, que congrega mecanismos institucionais destinados a reforçar a coordenação entre as autoridades dos dois países e criar melhores condições para o intercâmbio económico, decorreu numa reunião, em formato virtual, em que participou também o chefe da diplomacia angolana, Téte António.
A Proposta de Acordo Económico apresenta uma abordagem mais abrangente das relações económicas bilaterais, com incidência em áreas como o comércio de bens e serviços, investimentos, transportes, logística, cooperação industrial e desenvolvimento das regiões fronteiriças.
“A reunião permitiu igualmente preparar a base técnica de negociação que servirá de referência para o diálogo com a contraparte congolesa, no âmbito das próximas sessões de negociação entre Angola e a RDC”, lê-se na nota.
A iniciativa enquadra-se na estratégia dos dois Governos para reforçar os instrumentos jurídicos que sustentam a cooperação bilateral, com particular atenção para os domínios considerados essenciais para o fortalecimento das relações entre ambos os países.
A Comissão Interministerial Angola-RDC representa um mecanismo de concertação entre os dois Governos para o tratamento de matérias de interesse comum, com especial foco na cooperação económica, comercial e regional.
Participaram igualmente no encontro os titulares das pastas ministeriais da Saúde, das Pescas e Recursos Marinhos, do Planeamento e do Turismo.
Recorde-se que Angola e a RDC partilham uma extensa fronteira comum de 2511 quilómetros, tendo o ministro do Interior angolano, Manuel Homem, vincado, no mês passado, em Luanda, que a situação fronteiriça entre ambas as nações é calma, inspirando, contudo, cuidados.
As trocas comerciais entre os dois Estados ganham maior relevância no posto fronteiriço do Luvo, na província angolana do Zaire, sendo marcado por um movimento diário intenso, reforçando assim os laços históricos entre os dois países.