FGC procura novas parcerias em Roma para facilitar acesso ao crédito às MPME
O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) de Angola está a trabalhar na identificação de novas oportunidades de cooperação internacional para reforçar a sua capacidade de facilitar o acesso ao financiamento às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), com particular incidência nos sectores da agricultura e da pecuária.
Neste âmbito, o presidente do Conselho de Administração do FGC, Luzayadio Simba, participou, nesta Sexta-feira, 09, em Roma, Itália, numa reunião de trabalho entre o Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF) e a ITARE, empresa italiana especializada em consultoria estratégica e assessoria financeira para mercados emergentes, com forte presença na África Subsaariana.
O encontro, presidido pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, e que contou com a participação da embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko, na qualidade de anfitriã, teve como objectivo analisar oportunidades para a estruturação de projectos capazes de acelerar a produção nacional, aumentar a competitividade do sector produtivo e criar mecanismos que permitam às empresas agrícolas e pecuárias aceder a financiamento.
As iniciativas em análise procuram igualmente desenvolver modelos de financiamento sustentáveis e replicáveis, com capacidade para produzir impacto económico e social nas diferentes regiões do país, contribuindo para o aumento da oferta de produtos nacionais, a criação de postos de trabalho e o reforço da segurança alimentar.
Acesso ao crédito e expansão da produção
A participação do FGC neste processo enquadra-se na procura de soluções que permitam reduzir as dificuldades de acesso ao crédito enfrentadas pelas MPME, sobretudo aquelas que desenvolvem actividades produtivas com potencial de crescimento, mas que necessitam de recursos financeiros para expandir as suas operações.
A cooperação em perspectiva pretende aproximar os instrumentos de garantia de crédito das oportunidades de investimento identificadas nos sectores agrícola e pecuário, criando condições para que os projectos com viabilidade económica possam mobilizar financiamento e aumentar a capacidade produtiva.
Entre os objectivos discutidos está também a melhoria da eficiência dos sistemas de produção pecuária, com a ambição de fazer com que Angola alcance a meta de 45 dias para que um pinto atinja a maturidade comercial, contribuindo para o aumento da produtividade e da capacidade de resposta à procura interna.
A concretização de iniciativas desta natureza poderá contribuir para o fortalecimento das cadeias de valor agropecuárias, a dinamização do empresariado nacional e a redução das limitações que condicionam a expansão da produção interna.