CPLP assinala 30 anos e defende reforço da cooperação entre os Estados-Membros
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinalou os seus 30 anos de existência com a realização do colóquio “CPLP 30 anos – Uma Comunidade de Língua e de Futuro”, que decorreu a 08 de Outubro de 2026, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Portugal, marcado por apelos ao reforço da cooperação entre os Estados-Membros, à valorização da língua portuguesa e à consolidação do papel da organização no contexto internacional.
A sessão de abertura contou com a participação do Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, da secretária executiva da CPLP, embaixadora Maria de Fátima Jardim, e do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor-Leste, Benedito dos Santos Freitas, em representação da presidência pro tempore da Comunidade.
Organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o encontro reuniu representantes governamentais, diplomatas, antigos secretários executivos da organização e personalidades ligadas aos sectores político, institucional e cultural do espaço lusófono. Entre os participantes estiveram a ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Ilza Amado Vaz, bem como Francisco Ribeiro Telles, Maria do Carmo Silveira e Marcolino Moco, antigos secretários executivos da CPLP.
Na sua intervenção, António José Seguro fez um balanço dos 30 anos da organização, destacando o seu papel enquanto espaço de união entre países de quatro continentes, ligados pela língua portuguesa e pela defesa da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos, do desenvolvimento e da justiça social.
O Presidente português salientou o crescimento e a projecção internacional da Comunidade, a participação de Observadores Associados e Consultivos e a expansão da cooperação para diferentes sectores. Destacou igualmente a importância da concertação político-diplomática para reforçar a voz dos Estados-Membros nas organizações internacionais.
Entre as prioridades para as próximas décadas, António José Seguro apontou o aprofundamento da cooperação, a promoção internacional da língua portuguesa e a ambição de tornar o idioma uma das línguas oficiais das Nações Unidas. Os oceanos, a juventude, a paz e a estabilidade internacional foram igualmente identificados como áreas estratégicas.
O chefe de Estado português destacou ainda a dimensão humana da CPLP, sustentada nos laços culturais, sociais e afectivos entre os povos, no contributo das diásporas e na solidariedade entre os países membros.