Angola defende liderança nacional nos processos de construção da paz
Angola defendeu, esta quinta-feira, a liderança nacional nos processos de construção da paz, com apoio internacional alinhado às prioridades e capacidades de cada Estado.
A posição foi expressa pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, durante a reunião ministerial da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas, subordinada ao tema “Propriedade Nacional na Prática: Fortalecendo Instituições Estatais Inclusivas através do Apoio Internacional à Construção da Paz”.
A reunião foi convocada pelo Reino de Marrocos, na qualidade de Presidente da Comissão de Consolidação da Paz, em conjunto com os vice-presidentes Bangladesh, Brasil, Croácia e Alemanha, e foi dedicada ao reforço da apropriação nacional nos processos de consolidação da paz.
O encontro visou promover instituições estatais inclusivas, resilientes e responsáveis, bem como assegurar que o apoio internacional seja orientado pelas prioridades nacionais, respeite a soberania dos Estados e contribua para o reforço das capacidades institucionais, da coesão social e da prevenção de conflitos.
Na sua intervenção, Téte António considerou que o tema da reunião ministerial, “Propriedade Nacional na Prática”, não constitui uma afirmação abstracta para Angola.
O percurso de reconciliação nacional, reconstrução institucional e consolidação democrática do país, após décadas de conflito interno, constitui, em si mesmo, um testemunho do que se pode alcançar quando um Estado assume a liderança soberana do seu próprio processo de paz, apoiado, mas nunca substituído, pela comunidade internacional.
O ministro das Relações Exteriores referiu que as resoluções da Revisão da Arquitectura de Consolidação da Paz de 2025 são claras ao definir a propriedade nacional como a pedra angular da paz sustentável.
Neste sentido, afirmou que Angola subscreve esta visão e apela à sua tradução em modalidades concretas de parceria.