Angola eleita para o Conselho Económico e Social da ONU

Um comunicado da Missão Permanente do país junto das Nações Unidas em Nova Iorque refere que o resultado expressivo reflecte o reconhecimento da comunidade internacional do papel e do engajamento construtivo de Angola nas questões de desenvolvimento, direitos humanos, cooperação multilateral e promoção da paz e estabilidade, tanto a nível regional como global.

Angola foi eleita, ontem, em Nova Iorque, como membro do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) para o triénio 2027-2029, com 183 votos a favor, num universo de 188 Estados-membros presentes e votantes na Assembleia Geral da ONU.

Um comunicado da Missão Permanente do país junto das Nações Unidas em Nova Iorque refere que o resultado expressivo reflecte o reconhecimento da comunidade internacional do papel e do engajamento construtivo de Angola nas questões de desenvolvimento, direitos humanos, cooperação multilateral e promoção da paz e estabilidade, tanto a nível regional como global.

O ECOSOC é um dos seis órgãos principais das Nações Unidas responsável pela coordenação das actividades económicas, sociais e ambientais do sistema da ONU. Desempenha um papel central na promoção do desenvolvimento sustentável, na formulação de políticas globais, na supervisão de agências especializadas e comissões funcionais e regionais, além de acompanhar a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Os Estados-membros eleitos para o ECOSOC têm a responsabilidade de contribuir activamente para o debate e a definição de políticas internacionais nas áreas de desenvolvimento económico e social, direitos humanos, igualdade de género, educação, saúde e cooperação internacional. Cabe, igualmente, aos membros promover o diálogo entre governos, sociedade civil e outras partes interessadas, além de supervisionar o trabalho dos diversos órgãos subsidiários do Conselho.

“A eleição para este órgão permitirá ao país influenciar directamente as discussões e decisões multilaterais sobre financiamento para o desenvolvimento, vulnerabilidades estruturais, reformas da arquitectura financeira internacional, industrialização sustentável, juventude, ciência e tecnologia, entre outros domínios centrais para a implementação da Agenda 2030 e 2063”, lê-se no comunicado. Paralelamente, acrescenta, a eleição para o ECOSOC consolidará o posicionamento diplomático de Angola como parceiro fiável e actor responsável no sistema multilateral.

Angola já serviu anteriormente no ECOSOC em quatro mandatos: 1993-1995, 2000-2002, 2006-2008 e 2019-2021. O novo mandato vai permitir ao país continuar a contribuir para a agenda global de desenvolvimento, com especial foco nas prioridades africanas e nas iniciativas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

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