Huambo prepara resposta sanitária para conter peste suína africana
Na província do Huambo, as autoridades sanitárias podem decretar emergência geo-sanitária nos próximos dias, face ao surgimento de focos confirmados da peste suína africana, que já causou a morte de dezenas de animais da referida espécie.
De acordo com o Director do Serviço de Veterinária no Huambo, Jorge de Almeida, citado pela ANGOP, está em curso um apertar da vigilância epidemiológica, com o objectivo de proteger a espécie suína, evitar prejuízos económicos maiores e salvaguardar o sustento das famílias que dependem desta actividade pecuária.
Entre as acções em preparação, destacam-se limitações à circulação de suínos, equipamentos e produtos de origem animal perímetro de até 15 quilómetros, além do aumento da fiscalização sanitária nos mercados, feiras e diferentes pontos de comercialização.
Reagindo esta terça-feira à rádio Correio da Kianda, o médico especialista em saúde pública, Jeremias Agostinho, tranquilizou a população, explicando que a peste suína africana é uma doença viral exclusiva dos suínos domésticos (porcos) e selvagens (javalis), não sendo possível a transmissão para os humanos.
“A doença não é transmitida para as pessoas, é exclusiva dos suínos, o que por si só acaba por ser uma boa notícia”, disse.
Contudo, o médico disse que independentemente do facto de a peste suína africana ser uma doença não transmissível entre as pessoas, existe toda uma necessidade de “cortar o mais rápido possível a cadeia de transmissão da doença”, para preservar a segurança alimentar das populações.
Jeremias Agostinho desaconselhou ainda o consumo e a venda desta carne animal no sentido de evitar a transferência de vírus para outras regiões do país.