Executivo prepara pacote de ajuda para antigos combatentes no Zaire

Os antigos combatentes e veteranos da pátria em situação de maior vulnerabilidade vão, em breve, beneficiar de cesta básica regular, no sentido de mitigar o seu sofrimento.

O anúncio foi feito, ontem, em Mbanza Kongo, pelo delegado provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Domingos Rafael, durante a cerimónia de abertura do 65.° aniversário do massacre da Baixa de Cassanje.

O responsável esclareceu que os beneficiários serão aqueles mais vulneráveis que dependem, de forma exclusiva, na província do Zaire, da pensão atribuída no regime especial.

“A partir deste mês de Janeiro, passaremos a receber os orçamentos das delegações provinciais ora criadas com esta realidade, e devemos começar a contemplar esses direitos aos antigos combatentes e veteranos da pátria”, garantiu.

Domingos Rafael assegurou, ainda, que o Governo está a pensar, através do Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, proceder a mais um aumento na pensão dos ex-combatentes, como forma de melhorar as condições sociais desta franja da sociedade.

Enquanto se aguarda por melhores condições sociais, a Delegação Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria no Zaire está engajada em cooperativas de pesca e agricultura, cujo destaque recai para a associação “Comandante Ndozi”, cujo objectivo é diversificar a fonte de rendimentos dos assistidos.

“O sacrifício destes angolanos não foi em vão, devemos reconhecer que foi graças a eles que, hoje, Angola é um país soberano e independente, com a liberdade de escolher o seu próprio caminho”, frisou.
“A luta dos mártires da repressão colonial ensina que a liberdade e a independência são valores inegociáveis e fundamentais para a dignidade de um povo”, disse Domingos Rafael.

Sob o lema “Honrar os mártires da repressão colonial é manter viva a nossa história”, o 4 de Janeiro de cada ano lembra a todos os angolanos sobre a importância de recordar e valorizar o sacrifício daqueles heróis que lutaram não só contra a repressão colonial, mas também inspiraram na construção de um futuro melhor para as gerações vindouras, segundo o responsável.

“O 4 de Janeiro é um símbolo de resistência e bravura, um lembrete de que a nossa luta pela independência não foi em vão; é um dia para reflectir sobre os desafios do passado e nos comprometer em continuar a trabalhar juntos para o desenvolvimento e progresso da nossa província e do nosso país”, acrescentou.

A Delegação Provincial dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria no Zaire tem o registo de 3.689 assistidos, entre deficientes físicos, viúvas, antigos combatentes e ex-presos políticos, que beneficiam de uma pensão mensal de 57 mil kwanzas.

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