Zâmbia aponta Corredor do Lobito como motor de comércio e investimento regional

O Corredor do Lobito representa uma oportunidade estratégica para impulsionar o comércio, atrair investimentos e promover a integração económica entre Angola, Zâmbia e República Democrática do Congo (RDC).

Segundo a ANGOP, essa perspectiva foi destacada pelo vice-cônsul da Zâmbia na Região Leste de Angola, Juda Mweetwa Sikamikami, durante as celebrações do 62.º aniversário da Independência da Zâmbia, assinaladas sob o lema “Zâmbia: Nossa jornada, nosso crescimento e nosso futuro”.

No seu discurso, durante o evento que reuniu no Luena representantes diplomáticos e membros do Governo Provincial do Moxico, o diplomata sublinhou a importância do desenvolvimento desta infra-estrutura regional, considerando que poderá facilitar a circulação de mercadorias, estimular o investimento privado.

A infra-estrutura poderá igualmente criar oportunidades de emprego e contribuir para o crescimento económico dos três países, destacou o diplomata.

Juda Mweetwa Sikamikami reconheceu o empenho do Presidente de Angola, João Lourenço, na promoção do Corredor do Lobito, bem como a determinação do homólogo zambiano, Hakainde Hichilema, em assegurar que o seu país beneficie plenamente das oportunidades económicas proporcionadas pelo projecto.

Segundo o vice-cônsul, o reforço da cooperação entre Angola e a Zâmbia nos domínios do comércio, investimento, energia e infra-estruturas de transporte constitui uma prioridade para aprofundar as relações bilaterais e acelerar a integração regional.

Neste contexto, disse que o Corredor do Lobito assume particular relevância no fortalecimento das relações comerciais entre os três países, criando condições para dinamizar sectores produtivos e ampliar as oportunidades de investimento.

Ao abordar os desafios internos do seu país, Juda Mweetwa Sikamikami destacou a implementação da denominada “Agenda Crescer Zâmbia”, sob a liderança do Presidente Hakainde Hichilema.

A estratégia governamental visa acelerar o crescimento económico, atrair investimentos, aumentar a produção agrícola e mineira, melhorar as infra-estruturas e criar oportunidades de emprego, particularmente para os jovens.

O responsável salientou que a concretização destes objectivos exige trabalho, produtividade, unidade nacional e utilização eficiente dos recursos disponíveis, apelando à participação activa dos cidadãos zambianos, tanto no país como na diáspora.

Por sua vez, a vice-governadora provincial do Moxico para o Sector Político, Social e Económico, Elizabeth Ayala, defendeu, destacou as boas relações existentes entre os dois países, defendendo o reforço da cooperação.

Vice-governadora do Moxico para o sector Político, Económico e Social, Elizabeth Ayala
A dirigente destacou o comércio transfronteiriço, agricultura, energia, educação, infra-estruturas rodoviárias, transportes e segurança fronteiriça como os segmentos que podem ser explorados.

Recordou o apoio prestado pela Zâmbia durante a luta de libertação nacional de Angola, defendendo igualmente o fortalecimento do intercâmbio cultural, do comércio e da cooperação entre o Moxico e as províncias zambianas do Noroeste e Ocidental.

A Independência da Zâmbia foi proclamada a 24 de Outubro de 1964, quando o país se tornou independente do domínio colonial britânico.

A data é celebrada anualmente como feriado nacional, em homenagem à luta pela liberdade, soberania e autodeterminação do povo zambiano.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...