Huambo ganha fábrica de medicamentos no primeiro trimestre de 2026
A província do Huambo vai ganhar, no primeiro trimestre do próximo ano, a primeira fábrica de medicamentos, um empreendimento que vai ampliar a capacidade farmacêutica e reforçar a autonomia terapêutica da região, garantiu, quarta-feira, o presidente do Conselho de Administração do grupo Ovihemba.
Sérgio Sousa disse, no final de um encontro mantido com o governador do Huambo, Pereira Alfredo, que a futura unidade fabril tem um orçamento estimado em cinco milhões de dólares e está situada na zona industrial de São Pedro, na cidade do Huambo. Com a fábrica, avançou, vai ser possível gerar 32 postos de trabalho directos e 26 indirectos.
Durante o encontro, que teve, também, a presença do presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, Sérgio Sousa aproveitou para debater o impacto socioeconómico do projecto farmacêutico na região do Planalto Central.
O responsável destacou ainda que a matéria-prima será dependente do tipo de fármaco a ser produzido, assegurando que parte significativa dos insumos virá de fornecedores europeus e indianos, garantindo padrões de qualidade internacionais.
O PCA da Ovihemba ressaltou que neste momento já estão em curso os ensaios de validação do processo de produção da fábrica. “Os testes de validação exigem um tempo adequado, para assegurar a máxima segurança, conformidade e qualidade”, explicou.
Para o presidente do Fundo Soberano de Angola, o investimento privado vai servir como motor de crescimento para as economias, além de alinhar à estratégia de diversificação económica do país a farmacêutica.
Armando Manuel informou que o Fundo Soberano está a apoiar iniciativas ligadas ao capital de investimento privado. “Espero que o projecto tenha efeitos multiplicadores na economia local, assim como na capacitação de profissionais de saúde e indústria”, avançou.
O governador do Huambo, Pereira Alfredo, elogiou a iniciativa e acredita que a infra-estrutura irá alavancar o motor da diversificação económica do país. “O projecto vai reduzir a dependência de importações e assegurar o abastecimento de medicamentos essenciais, gerando impacto directo nas cadeias de valores nacionais e regionais”, sublinhou.