BFA prevê crescimento económico de 3,3% para Angola em 2026

O Gabinete de Estudos Económicos do Banco Fomento Angola (BFA) prevê um crescimento económico de 3,3% em Angola este ano, assente na expansão do consumo privado, num ano pré-eleitoral que obriga a disciplina orçamental e reformas estruturais, avançou a agência Lusa, ontem, quarta-feira, dia 18.

“Esperamos que 2026 seja um ano de continuidade, mas com riscos acrescidos de natureza política, reforçando a necessidade de disciplina macroeconómica e de aceleração das reformas estruturais”, escrevem os economistas do BFA.

No Relatório de Conjuntura, o Gabinete de Estudos Económicos do BFA prevê um aumento de 3,3% para o país, alicerçado num forte crescimento do consumo privado, que deverá crescer acima de 20%, e pela expansão da economia petrolífera, que deverá crescer 4,5%.

“A actividade económica deverá crescer em torno dos 3,3%, sustentada sobretudo pela economia não petrolífera que poderá crescer 4,5%, enquanto a petrolífera poderá voltar a contrair”, afirmam, antevendo uma quebra de quase 2% no sector petrolífero.

No relatório, os economistas salientam que Angola entra num ano pré-eleitoral, já que as presidenciais estão marcadas para 2027, e vinca que, neste contexto, “as decisões de política económica ganham maior peso político e social, influenciando de forma significativa a execução orçamental, a política monetária e a dinâmica cambial.”

O BFA vê a inflação média de 2026 a abrandar para 12,6%, chegando a Dezembro com um aumento de preços na ordem dos 13,4%, o que, consideram, “poderá continuar a limitar ganhos mais expressivos no poder de compra das famílias e aumentar a sensibilidade social em torno da despesa pública”.

Relativamente à evolução da dívida pública, o valor nominal em dólares cifra-se em cerca de 65 mil milhões de dólares, o que faz com que a dívida, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), esteja agora nos 47,8% do PIB.

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