Mulheres querem maior participação nos negócios do sector energético

A integração das mulheres nas cadeias de valor do sector energético exige mais do que oportunidades de emprego, devendo incluir o acesso a contratos, o fornecimento de bens e serviços e a participação nas decisões estratégicas dos grandes projectos de investimento, defendeu, em Maputo, a angolana Teresa Augusto, fundadora do Petro Women Talk.

A responsável interveio no Fórum Económico da Mulher em Moçambique, durante um painel subordinado ao tema “Conteúdo Local e Cadeias de Valor: Como Integrar a Mulher nas Grandes Oportunidades de Investimento”, no qual partilhou a experiência de Angola na implementação de políticas de conteúdo local no sector energético.

Segundo o jornal de Angola, na sua intervenção, destacou a necessidade de transformar os investimentos em oportunidades de desenvolvimento empresarial, através da capacitação, do acesso aos mercados, da transferência de conhecimento e da criação de parcerias comerciais sustentáveis.

Para Teresa Augusto, o conteúdo local deve ser encarado não apenas como uma obrigação de contratação nacional, mas também como um instrumento de desenvolvimento das empresas e de criação de valor dentro dos países.

Cooperação entre mercados africanos

A responsável considerou que a preparação dos fornecedores deve começar antes do lançamento dos grandes contratos, para que as empresas desenvolvam competências técnicas, financeiras e de gestão, bem como os padrões de qualidade necessários para competir no mercado.

Durante a passagem por Maputo, Teresa Augusto teve ainda a oportunidade de cumprimentar e trocar impressões com o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, num momento de contacto institucional ligado à valorização e promoção da mulher.

Teresa Augusto garantiu que várias mulheres manifestaram vontade de continuar a acompanhar as iniciativas do projecto e aprofundar a troca de experiências.

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