Uganda impõe quarentena de 21 dias a cidadãos que regressam da RDC
O ministro da Saúde do Uganda, Chris Baryomunsi, anunciou, ontem, domingo, dia 25, a imposição de uma quarentena de 21 dias aos cidadãos que regressam ao país com histórico de viagens à República Democrática do Congo (RDC), no âmbito do reforço das medidas de prevenção contra o vírus do Ébola.
As autoridades afirmam que o país não regista actualmente infecções activas, depois de ter declarado o fim do seu próprio surto em Julho. Segundo o Ministério da Saúde, os cidadãos ugandeses que regressem da RDC e tenham histórico de viagens ao país vizinho terão de suportar os custos da quarentena.
As autoridades nigerianas anunciaram que os testes genéticos identificaram vírus estreitamente relacionados nos dois casos, mas esclareceram que ainda não foi estabelecida uma ligação directa entre as infecções.
Baryomunsi afirmou que as 60 pessoas identificadas no Uganda por possível contacto com o doente queniano concluíram o período de monitorização de 21 dias e receberam alta.
Na vizinha RDC, onde o surto começou em Maio, a OMS tinha registado 9.704 casos e 4.687 mortes até 20 de Outubro.
O Ébola, que pode provocar febre hemorrágica, já atingiu oito províncias congolesas, tornando este o maior surto do vírus alguma vez registado no país. A transmissão ocorre através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas.
A estirpe responsável pelo actual surto, conhecida como Bundibugyo, não dispõe de uma vacina aprovada nem de um tratamento específico.
Segundo a OMS, os sintomas podem demorar até 21 dias a manifestar-se. Na actualização divulgada a 23 de Outubro, a organização apelou ao reforço da vigilância sanitária e da cooperação transfronteiriça, recomendando, contudo, que não sejam impostas restrições às viagens ou ao comércio com os países afectados.