João Lourenço anuncia inauguração do sistema de abastecimento de água Quilonga Grande para Dezembro

O Presidente da República, João Lourenço, anunciou a entrada em funcionamento dos sistemas de abastecimento de água Quilonga Grande e do Bita, projectos que, segundo o Chefe de Estado, deverão beneficiar mais de sete milhões de pessoas nas províncias de Luanda e do Icolo e Bengo.

“Vamos inaugurar em Dezembro do corrente ano o sistema de água Quilonga Grande, que vai abastecer 5 milhões de cidadãos habitantes de Luanda e Icolo e Bengo, e em meados do próximo ano entrará em serviço outro sistema de água, o Bita, que vai abastecer 2,5 milhões de cidadãos também habitantes de Luanda e Icolo e Bengo, perfazendo um universo de 7,5 milhões de novos consumidores num espaço de pouco mais de seis meses”, anunciou o Presidente durante o discurso de abertura da IV Bienal de Luanda, nesta quinta-feira, 22.

João Lourenço reiterou que a produção e distribuição de água com padrões de qualidade constituem prioridades do Executivo, justificando os investimentos em curso em todo o território nacional.

“Excelências, fiz menções muito concretas a Angola e as soluções que temos vindo a adoptar por considerar que o nosso modelo face à natureza e à semelhança dos problemas que o continente africano enfrenta no domínio da água, pode servir de referência e de inspiração para a busca de soluções para esse problema”, refere João Lourenço durante a sua intervenção.

Na abertura da Bienal, dedicada à promoção de uma cultura de paz e não-violência, João Lourenço apelou à adopção de uma estratégia continental para prevenir e resolver conflitos relacionados com o acesso à água em África. João Lourenço defendeu o reforço da cooperação entre os Estados, a diplomacia preventiva e uma gestão equitativa dos recursos hídricos.

O Chefe de Estado angolano considerou urgente transformar a água num instrumento de cooperação entre os países africanos, num contexto em que a escassez deste recurso agrava as tensões sociais, as migrações forçadas e a disputa por meios de subsistência.

João Lourenço apontou a experiência angolana no combate à seca no sul do País como exemplo de intervenção pública para reduzir a escassez de água e melhorar as condições de vida das populações. Entre as infra-estruturas destacadas estão o Canal do Cafu e as barragens do Ndúe e do Calucuve, destinadas a reforçar a disponibilidade de água para as comunidades e apoiar a agricultura e a pecuária.

“Transformamos zonas áridas onde as populações olhavam para o futuro com medo e incertezas em áreas férteis de produção agrícola e de criação de animais, abrindo oportunidades para a realização de investimentos em negócios que dependem da água para florescer”, afirmou.

“Em paralelo, eliminamos fatores de tensão e de conflito em torno da água, pois a busca por pastagens e por este bem precioso gera uma disputa permanente pela sobrevivência, fluxos migratórios forçados e desordenados que pressionam os centros urbanos e ultrapassam fronteiras soberanas”, acrescentou João Lourenço.

De acordo com o PR, estas realizações demonstram que a gestão da água, sendo uma prioridade da governação em África, quando feita com a responsabilidade e o propósito de mitigar os problemas das populações que são afectadas pela escassez desse recurso, produz resultados que atendem às necessidades internas e podem ser estendidos aos países limítrofes, gerando benefícios económicos e sociais e a garantia da dignidade humana.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...