Angola e ICD prorrogam prazo de conclusão de modelo macroeconómico

O Ministério do Planeamento e o Instituto de Desenvolvimento de Capacidades (ICD) do Fundo Monetário Internacional definiram prolongar, para Junho de 2027, a finalização do modelo de projecção macroeconómica nacional.

A informação saiu de um encontro realizado entre o secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, e a directora do ICD, Catriona Purfield, à margem das 82.ª Reuniões Anuais do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo a Angop, durante a reunião, foi analisado o ponto de situação e o cronograma das próximas etapas para finalização do modelo de projecção macroeconómica nacional.

Trata-se de um modelo baseado na ferramenta Macroframework Foundations Tools (MFT – Ferramentas de Fundações do Macroframework), que enquadra-se no âmbito da assistência técnica prestada pelo ICD ao Governo angolano, cujo prazo estava, inicialmente, previsto para o primeiro trimestre de 2027.

A iniciativa visa reforçar as competências técnicas nacionais na elaboração de análises e projecções macroeconómicas.

O instrumento vai permitir adaptar os modelos de cálculo à realidade económica do país e construir cenários para avaliar o impacto dos choques do lado da oferta e da procura.

A reunião surgiu no seguimento dos trabalhos iniciados durante a missão presencial da equipa do FMI a Luanda, ocorrida entre 21 e 25 de Setembro último, na qual participaram quadros do Ministério do Planeamento, do Ministério das Finanças e do Instituto Nacional de Estatística (INE).

As Reuniões Anuais do FMI E BM abordam os principais desafios actuais que se colocam à economia mundial e as perspectivas de um crescimento mais sustentável, resiliente e inclusivo.

O certame, que vai na sua 82ª edição e termina domingo próximo (dia 18), decorre sob o lema “Novos horizontes da Tailândia: Capacitar as pessoas, construir resiliência”.

Trata-se da segunda vez que a Tailândia acolhe as Reuniões Anuais do BM e FMI, sendo a primeira ocorrida em 1991.

Angola é membro do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional desde 1989 e, nos últimos anos, tem vindo a consolidar a sua relação com estas instituições, através de programas específicos orientados para a melhoria da gestão e consolidação das contas nacionais, o aperfeiçoamento dos mecanismos de investimento e a promoção do crescimento económico e social do país.

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