Sul-africana Navi Pillay distinguida com o Prémio Nobel da Paz

A juíza sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi distinguida hoje, sexta-feira, dia 9, com o Prémio Nobel da Paz, pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, anunciou o Comité Nobel norueguês.

Ao longo da sua carreira, Pillay responsabilizou Estados e dirigentes políticos pelos seus actos, levou esperança às vítimas da violência e dos conflitos e demonstrou uma firme orientação moral, destacou o comité.

“Existe um fio condutor que liga o seu trabalho inicial na defesa de Nelson Mandela e de outras pessoas que se opuseram ao apartheid ao seu desempenho como juíza em alguns dos processos judiciais internacionais mais importantes do nosso tempo”, afirmou o Comité Nobel.

Navi Pillay presidiu à Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestiniano Ocupado, que concluiu, no ano passado, que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. Israel rejeitou o relatório, classificando-o como “escandaloso”.

O Prémio Nobel da Paz é o quinto galardão anunciado esta semana, depois dos prémios de Literatura, Química, Física e Medicina. Em 2025, a distinção foi atribuída à líder da oposição venezuelana María Corina Machado.

O prémio, no valor de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de 1,2 milhões de dólares, deverá ser entregue em Oslo, a 10 de Dezembro, data que assinala o aniversário da morte do industrial sueco Alfred Nobel, fundador dos prémios, instituídos no seu testamento, redigido em 1895.

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