Hotel Soyo Executivo reabre com quatro estrelas e cria mais de 80 novos empregos
O município do Soyo, na província do Zaire, conta desde sexta-feira, dia 25, com uma nova unidade hoteleira de quatro estrelas, na sequência da requalificação do antigo Hotel Mpampa, conhecido localmente como “Pampa”.
Transformado no Hotel Soyo Executivo, o empreendimento elevou a sua classificação de três para quatro estrelas e passa a disponibilizar 72 quartos e 76 camas. A intervenção foi realizada por investidores privados e permitiu também uma forte expansão do quadro de pessoal.
O número de trabalhadores aumentou de 33 para 115, o que representa mais 82 postos de trabalho directos e um crescimento de cerca de 250 por cento. Segundo o Ministério do Turismo, a nova unidade deverá beneficiar sobretudo jovens da região e contribuir para dinamizar actividades ligadas à restauração, transportes, comércio e prestação de serviços.
A antiga unidade hoteleira, localizada na zona da Praia dos Pobres, disponibilizava 48 quartos, de acordo com informação anteriormente divulgada em plataformas de reservas. A requalificação representa, assim, um acréscimo de cerca de duas dezenas de quartos à capacidade de alojamento.
Reforço da oferta hoteleira
A cerimónia de inauguração foi presidida pelo governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, e contou com a presença do secretário de Estado para a Gestão de Activos e Concessões Turísticas, Josemar Afonso, entre outras entidades públicas e representantes do sector privado.
A reabertura do hotel ocorre num contexto de crescente procura por alojamento no Soyo, um dos principais pólos económicos do Norte de Angola.
A actividade petrolífera e de gás natural, com particular destaque para a fábrica da Angola LNG, tem contribuído para a circulação de técnicos, empresários e outros profissionais na região. A estes fluxos junta-se a procura associada ao turismo e às actividades empresariais, aumentando a necessidade de uma oferta hoteleira diversificada e com padrões de qualidade mais elevados.
Neste contexto, o Hotel Soyo Executivo pretende responder não apenas à procura turística, mas também às necessidades de alojamento geradas pela actividade empresarial e industrial do município.
Para o Ministério do Turismo, a transformação do antigo hotel demonstra o potencial de valorização e reposicionamento de activos turísticos existentes, adaptando-os às exigências de um mercado mais competitivo.
A tutela defende que a mobilização do investimento privado deve continuar a desempenhar um papel central na recuperação e modernização de unidades hoteleiras, com impacto na criação de emprego e na geração de actividade económica.
A abertura do Hotel Soyo Executivo ocorre igualmente num período marcado pela implementação do programa Simplifica Turismo, iniciativa do Executivo destinada a reduzir a burocracia e facilitar o investimento no sector.
Aprovado pelo Conselho de Ministros em Maio de 2025, o programa introduziu o denominado “licenciamento zero”, permitindo aos empreendimentos turísticos iniciar a actividade sem a necessidade de obtenção prévia de alvará, mediante comunicação ao Ministério do Turismo e sob responsabilidade do operador.
Em Dezembro de 2025, o Executivo aprovou seis diplomas destinados a concretizar estas medidas, entre as quais a eliminação da obrigatoriedade de renovação dos alvarás de três em três anos. Os títulos passaram, assim, a ter validade ilimitada.
Turismo na diversificação económica
O reforço da oferta hoteleira no Zaire enquadra-se na estratégia do Executivo de atribuir ao turismo um papel crescente no processo de diversificação da economia angolana.
A aposta passa pela mobilização do investimento privado, recuperação de activos e criação de novas unidades capazes de responder à procura, gerar emprego e aumentar o rendimento das comunidades locais.
No caso do Soyo, a reabertura do antigo Hotel Mpampa como unidade de quatro estrelas representa, simultaneamente, a recuperação de um activo existente, o aumento da capacidade de alojamento e a criação de novos postos de trabalho, num município cuja economia está fortemente ligada às actividades petrolíferas e de gás.