Exposição “Mulheres que Pintam” valoriza contributo feminino nas artes plásticas

A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, defendeu, quinta-feira, dia 05, que a promoção da arte produzida por mulheres representa um importante passo para o reconhecimento do contributo feminino no desenvolvimento cultural do país e para o reforço da igualdade de oportunidades no sector artístico.

A governante fez estas declarações durante a inauguração da exposição colectiva “Mulheres que Pintam”, patente ao público no Belas Shopping, iniciativa que reúne cerca de 50 artistas plásticas nacionais.

Na ocasião, a ministra afirmou que o evento representa mais do que a abertura de uma simples exposição, constituindo antes uma celebração da criatividade feminina e da capacidade das mulheres de expressarem, através da arte, diferentes visões da realidade.

Segundo explicou, as artistas presentes demonstram que a pintura pode transformar-se num espaço de liberdade, memória e esperança, permitindo traduzir sentimentos, experiências e reflexões sobre a sociedade.

A exposição surge de uma parceria entre o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher e a Plataforma CUENA, com criadora visual a artista Finesa Teta.

De acordo com a ministra, muitas das obras apresentadas são fruto do trabalho de criadoras que, apesar de actuarem frequentemente longe dos grandes centros de divulgação artística, continuam a produzir peças de grande valor cultural e estético. Para a responsável, iniciativas desta natureza representam também uma homenagem às mulheres que, através da pintura, contribuem para ampliar a compreensão do mundo e inspirar novas gerações de jovens artistas.

A governante, citada pelo jornal de Angola, referiu ainda que a exposição ganha um significado especial por se realizar no âmbito da Jornada Março Mulher, que antecede as celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de Março. Para este ano, as comemorações decorrem sob o lema “Direitos, Justiça e Acção para todas as Mulheres e Meninas”, um apelo à transformação de compromissos em políticas públicas e resultados concretos.

Ana Paula do Sacramento Neto destacou que nenhuma sociedade pode aspirar ao progresso pleno se deixar metade do seu talento à margem, sublinhando que a promoção da igualdade e da equidade de género continua a ser um dos desafios centrais para o desenvolvimento sustentável.

A presidente da Plataforma CUENA, Lilian Uel, reforçou que o desenvolvimento social não é pleno nem inclusivo se não houver equidade, representatividade e oportunidades reais para todas as mulheres e raparigas.

“Para nós, a cultura é uma força de vida, estruturante da sociedade. É através dela que identidades são afirmadas, narrativas são reconstruídas e direitos encontram expressão. É com enorme orgulho que apoiamos a exposição Mulheres que Pintam, em parceria com o Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher. Esta união representa, acima de tudo, uma colaboração institucional e um alinhamento de valores.

A Plataforma CUENA e o MASFAM partilham a convicção de que promover o protagonismo feminino é investir no futuro colectivo”, afirmou Lilian Uel.

Segundo a responsável, cada obra exposta é uma afirmação de identidade e voz, funcionando como um manifesto que reforça os direitos da mulher e ocupa espaços culturais, sociais, económicos e políticos, com legitimidade e reconhecimento. “Quando a mulher cria, toda a sociedade avança. Quando a mulher é reconhecida, a comunidade se fortalece. E quando instituições se unem para apoiar esse talento, o impacto multiplica-se”, acrescentou.

A criadora visual Finesa Teta convidou o público a mergulhar na experiência das obras com atenção, sensibilidade e abertura de espírito.

“Estas são mulheres quentes, morratos, que dedicam alma e vida para reconstruir a cidade através da arte. Cada tela que verão aqui é feita com saber, emoção e inspiração. Peço que olhem com o olhar de um artista, que deixem a mente aberta e se permitam sentir cada história que elas contam. Esta exposição não é só para ver, é para viver, refletir e inspirar-se”, sublinhou.

A exposição “Mulheres que Pintam” permanece aberta ao público até ao dia 20 deste mês.

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