Banco Mundial já investiu 50 milhões de USD para electrificação do continente africano

Mais de 50 mil milhões de dólares foram mobilizados para um ambicioso plano cujo objectivo é reduzir para metade o número de pessoas sem acesso à electricidade em África, segundo anunciou, recentemente, o Banco Mundial (BM), principal financiador da iniciativa.

A informação, avançada pela agência Bloomberg, refere que o programa, denominado Missão 300, devido ao objectivo de levar electricidade a 300 milhões de pessoas até 2030, já permitiu fornecer energia a 44 milhões de pessoas desde que foi oficialmente anunciado numa conferência realizada em Dar-es-Salam, na Tanzânia, em Janeiro do ano passado.

Há “uma carteira de projectos que deverá beneficiar dezenas de milhões de pessoas adicionais até ao final de 2026”, indicou o BM em comunicado. O financiamento comprometido inclui empréstimos concessionais provenientes dos seus próprios recursos e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), bem como fundos de outras instituições de financiamento do desenvolvimento e do sector privado.

O programa procura enfrentar um dos maiores entraves ao crescimento na África Subsaariana: quase metade da população da região, cerca de 570 milhões de pessoas, não tem acesso a electricidade. Esta realidade limita o acesso à educação, restringe as oportunidades de emprego e reduz a produtividade numa região onde 70% da população tem menos de 30 anos.

No âmbito da iniciativa, 30 países africanos elaboraram os chamados compacts, planos que definem as necessidades para levar energia às suas populações, bem como as formas de financiar e concretizar esse objectivo.

O Banco Mundial, em parceria com a Rockefeller Foundation – uma fundação filantrópica –, tem ajudado alguns Governos a criar unidades de implementação e monitorização destes planos, incluindo o financiamento da mobilização de peritos técnicos para aconselhar os programas.

A Fundação Rockefeller anunciou ainda que irá disponibilizar mais 10 milhões de dólares para esta iniciativa. Em colaboração com a Global Energy Alliance for People and Planet – uma aliança internacional criada para expandir o acesso à energia limpa nos países em desenvolvimento –, para a qual canaliza recursos, o financiamento será utilizado para apoiar Libéria e Malawi. Financiamentos anteriores foram utilizados para apoiar Costa de Marfim, Senegal e Nigéria.

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