Alexandre Santos regressa ao Petro de Luanda para relançar projecto desportivo
O treinador português Alexandre Santos está de regresso ao Petro de Luanda , depois de o clube angolano ter confirmado a sua contratação, na sequência da saída de João Pedro Sousa. O técnico, de 49 anos, deixa assim o Nacional da Madeira, ao qual esteve ligado durante pouco mais de um mês.
A mudança assinala o regresso de um treinador que conhece bem a realidade do futebol angolano e que deixou uma marca importante na sua primeira passagem pelo emblema tricolor, entre 2021 e 2024.
Três campeonatos e três Taças de Angola
Durante a primeira passagem pelo Petro de Luanda, Alexandre Santos conquistou três edições consecutivas do Girabola, além de três Taças de Angola e uma Supertaça. O treinador conduziu ainda a equipa às meias-finais da Liga dos Campeões Africanos na temporada 2021/2022, um dos resultados de maior destaque do clube nas competições continentais.
O regresso surge num momento em que a formação petrolífera procura recuperar a estabilidade competitiva, depois de um início de temporada marcado por resultados aquém das expectativas nas provas africanas. A derrota por 2-0 diante do Scottland FC, do Zimbabwe, na primeira mão da eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões da CAF, contribuiu para a saída de João Pedro Sousa.
Curta passagem pelo futebol português
A experiência mais recente de Alexandre Santos no futebol português terminou ao fim de quatro jogos oficiais pelo Nacional da Madeira, todos com derrotas. A equipa perdeu diante do Alverca, do Famalicão e do Rio Ave, para o campeonato, e foi eliminada da Taça de Portugal pela Sanjoanense.
Contratado em Setembro para substituir João Gião, o treinador deixa o clube madeirense numa fase difícil, regressando agora a um emblema onde alcançou alguns dos principais títulos da sua carreira.
No Petro, Alexandre Santos terá o desafio de recuperar a confiança da equipa, manter a competitividade na luta pelo Girabola e procurar inverter o cenário nas competições continentais. O seu conhecimento do plantel e do futebol angolano constitui um dos factores que sustentam a aposta da direcção no regresso do técnico português.