Huíla debate impacto da exploração dos recursos naturais

A província da Huíla acolhe de 22 a 23 do mês em curso, uma Conferência Regional Sul para debater os impactos da exploração dos recursos naturais, num encontro que vai reunir cerca de 100 participantes de diferentes sectores da sociedade.

Subordinado ao lema “Recursos Naturais, Uma Bênção para Todos”, o evento terá lugar na cidade do Lubango, uma iniciativa da Plataforma da Sociedade Civil Tchota-Angola, em colaboração com a Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA).

A conferência pretende promover o diálogo sobre a gestão dos recursos naturais, com particular atenção aos direitos das comunidades afectadas pelas actividades extractivas e à necessidade de uma exploração responsável e sustentável, segundo uma nota citada pela ANGOP.

O encontro vai juntar representantes da sociedade civil, organizações religiosas, instituições governamentais, autoridades tradicionais, docentes, investigadores, empresas, cooperativas, partidos políticos, jovens, mulheres, jornalistas e activistas.

Durante os trabalhos, os participantes vão analisar o impacto social, económico e ambiental das actividades extractivas, bem como questões relacionadas com a protecção dos direitos humanos, a participação das comunidades nas decisões e a transparência na gestão dos recursos naturais.

A distribuição dos benefícios resultantes da exploração e a identificação de alternativas para uma utilização sustentável dos recursos constam igualmente da agenda.

De acordo com o documento, apesar do potencial dos recursos minerais e naturais para impulsionar o desenvolvimento económico e social de Angola, as comunidades das zonas de exploração enfrentam desafios associados à degradação ambiental, à pressão sobre os meios de subsistência, às desigualdades económicas e às dificuldades de acesso aos serviços básicos.

Neste sentido, a conferência vai proporcionar um espaço de diálogo entre comunidades, organizações da sociedade civil, autoridades públicas, sector privado e academia, com vista à identificação de desafios e oportunidades na governação dos recursos naturais.

A agenda contempla ainda a apresentação e discussão dos resultados preliminares do Estudo sobre a Percepção dos Cidadãos em torno dos Impactos das Indústrias Extractivas em Angola.

A partilha de boas práticas, o reforço da cooperação entre os diferentes actores e a formulação de recomendações para políticas públicas e acções de advocacia figuram entre os resultados esperados.

Criada em 2016 por organizações da sociedade civil e eclesiásticas, a Plataforma Tchota-Angola promove o diálogo e a participação cidadã em questões de interesse público.

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