Zimbabwe aproveita Corredor do Lobito para exportar produtos em vários países

O Corredor do Lobito vai servir de passagem estratégica para a República do Zimbabwe exportar de forma célere os seus produtos para vários pontos do mundo, com o objectivo de dinamizar o crescimento económico do país, assegurou, em Luanda, o embaixador zimbabweano acreditado em Angola.

Em entrevista ao Jornal de Angola, Thando Madzvamuse reforçou que o Governo do seu país olha para o Corredor do Lobito como o caminho certo para o crescimento económico e fomento do comércio entre os países da Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC).

“Estamos muito felizes com o desenvolvimento do Corredor Lobito, que vai unir a República Democrática do Congo, a Zâmbia e atingir o transatlântico para Dar es Salaam, na Tanzânia, o que vai permitir aumentar as exportações para o mundo e toda a região Sul de África”, disse.

O diplomata zimbabweano referiu que o Corredor do Lobito vai, também, permitir que o Zimbabwe e Angola aumentem os seus negócios com os produtos que passarão a chegar pela linha férrea.

Thando Madzvamuse indicou que o Corredor do Lobito vai, para além de fomentar o comércio, contribuir para o aumento dos índices de emprego no seio dos angolanos, o que será um sinal positivo para a comunidade da SADC. “Vemos que o Corredor do Lobito vai desempenhar um grande papel não apenas para o desenvolvimento do Zimbabwe e Angola, mas da região da SADC em geral”, disse

Turismo
O embaixador disse que o seu país está interessado em ajudar Angola a desenvolver o sector do Turismo. Reconheceu que o Ministério do Turismo está a fazer um grande trabalho promocional de Angola no exterior com pacotes turísticos, e que o Zimbabwe quer contribuir na formação de quadros.

“O Zimbabwue é forte no turismo e este sector é o segundo maior na arrecadação de receitas para o país. Estamos em condições de transmitir a nossa experiência para que Angola possa crescer neste domínio”, disse, referindo que as províncias do Uíge, Malanje, Huíla e Namibe possuem locais turísticos excelentes que o Zimbabwe pode explorar para o seu desenvolvimento.

“Esses locais precisam de ser desenvolvidos e os em- presários zimbabweanos do sector podem explorar essas áreas para o bem dos angolanos. Temos estado também a encorajar os governadores provinciais de Angola para apresentarem as suas necessidades a fim de desenvolvermos o turismo nessas regiões do país, como a formação de técnicos angolanos em várias empresas do sector no Zimbabwe”, indicou.

Assegurou que o Zimbabwe tem escolas fortes que podem garantir a formação de jovens de várias províncias de Angola. “Conheci diferentes lugares turísticos de Angola e são potenciais para serem explorados, mas é necessário apostar na formação e o Zimbabwe está disposto a ajudar as províncias nesse domínio, porque o nosso objectivo é garantir emprego aos angolanos”, disse.

Thando Madzvamuse pediu aos governadores provinciais a apresentarem à Embaixada as suas propostas e o tipo de informação que precisam para se avançar em contactos com os empresários zimbabweanos.

“A Victoria Falls é um dos maiores centros turísticos de África, que é um exemplo claro de sucesso. Podemos trazer a experiência da Victoria Falls para Angola. Por isso é que estamos a pedir o retorno dos voos da TAAG para o Zimbabwe com o objectivo de incrementar os negócios entre os dois países”, apontou.

As relações económicas entre os dois países são consideradas fracas, mas a Embaixada do Zimbabwe tudo está a fazer para dinamizar as trocas comerciais, caso haja uma cooperação fluida entre os empresários dos dois países.

“Estamos a trabalhar ar- duamente para os empresários dos dois países conhecerem as oportunidades de negócios de ambos os Estados. A língua portuguesa não deve ser a barreira. Os chineses vêm de longe, mas conseguem fazer negócios em Angola, mas nós que estamos perto não estamos a conseguir. Temos que mudar esse paradigma. Estou confiante que Angola e o Zimbabwe vão fazer bons negócios juntos”, afirmou.

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